Versão “Romeu e Julieta” – Trupe Teatro de Buriti Grande

Versão “Romeu e Julieta” – Trupe Teatro de Buriti Grande

Em 2016 o mundo lembrou 400 anos da morte de William Shakespeare. Em oficinas de formação teatral, o grupo Teatro Kabana assumiu o desafio de montar textos do autor com jovens que moram em pequenas localidades em Minas Gerais.

A trupe Teatro Buriti, de Buriti Grande, povoado de Martinho Campos, escolheu reinventar de forma particular a tão contada história de Romeu e Julieta. Depois de passar por cinco cidades do Centro-Oeste, o grupo apresentou a montagem no último dia 3 de setembro, em Divinópolis.

Na releitura o pandeiro foi eleito como principal elemento de cena. A partir do instrumento, a trilha sonora percorre ritmos brasileiros e conduz a montagem.

“Romeu e Julieta: do mandacaru ao Buriti” é uma narrativa que transita pela cultura popular nordestina e pela mineiridade expressa no universo de Guimarães Rosa, em suas veredas de buritis. Uma trupe de cantadores e contadores de histórias narra em verso, prosa e música a mundialmente conhecida tragédia de dois jovens que se amam, mas são filhos de famílias inimigas.

 

Trupe

A companhia Teatro Buriti foi formada em 2013 a partir das oficinas de formação do Kabana. O projeto integra o programa “BioFlorestas em cena”, uma iniciativa da ArcelorMittal BioFlorestas através da lei estadual de incentivo à cultura. 

A montagem confirma aos jovens que o teatro, como arte universal, pode levá-los a transpor os limites de sua “aldeia”. Mauro Xavier é responsável pela direção do trabalho e Nélida Prado pela dramaturgia.

 

Kabana 

Há 35 anos, o grupo Kabana desenvolve pesquisa, experimentação e montagens, trabalhando diferentes linguagens e tendências dentro das artes cênicas. Tem como focos principais o teatro de rua, o teatro de bonecos e o circo-teatro e atua no interior de Minas com formação de jovens.

O grupo já realizou diversas intervenções de caráter político e de resistência social. Muitas delas em parcerias com sindicatos e associações.

Nessa trajetória mambembe, adquiriu em 1997 um galpão em Sabará, que integra o conjunto fabril da Vila Marzagão, cenário do conto “Sinhá secada”, de Guimarães Rosa. Começou ali a consolidação da estação de arte Kabana, um centro de pesquisa e difusão de arte que busca também revitalizar e resgatar a memória da Vila.

Fonte: Jornal O Tempo.

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